Apertadinho nem sempre é bom

Uma simples garota “fofinha” estava entrando no ônibus lotado que iria te levar ao seu trabalho, quando um garoto de lá do fundo gritou:
- Motorista. Essa aí não da para passar não.
Muitas pessoas que estavam no ônibus deram risadas da gorda lhe deixando constrangida, mesmo assim ela continuou andando com uma cara que mais parecia um bicho.
Passando pelas pessoas empurrando-as mais do que tudo, escutou uns cochichos:
- É vem à gorda.
Não tendo mais como passar por causa do seu excesso de gordura, ela parou. Passou uns 10 minutos e a poltrona a sua frente ficou vaga, com sua ganância para que outra pessoa não ocupasse a poltrona, rapidamente sentou apertando um garoto magrinho contra a parede do ônibus. Sem olhar para ela, pensou:
- Que porra! Essa gorda vem sentar logo do meu lado.
Passou um tempo e ela ainda sentada ocupando o seu lugar e boa parte da sua bunda ocupando o espaço do garoto que estava espremido do seu lado, foi aí que o garoto resolveu descer do ônibus. Levantou-se e falou com ela:
- Vou descer no próximo ponto.
Falando de um jeito, tipo querendo perguntar se ela não iria lhe dar espaço para sua passagem, foi aí que ela também levantou e foi para o corredor apertando as pessoas que estavam por lá. Pois com seu grande volume de massa não tinha como ele passar, logo o garoto saiu e ela voltou a se sentar ficando a sós.
Uns 12 minutos depois, próximo ao seu destino a gorda levantou-se oi espremendo todos em sua volta, até que novamente gritaram de lá do fundo:
- É vem a gorda.
Todo deram risadas, uns até deram gaitadas e ela estando no meio do ônibus e não vendo quem falou, resmungou de cá.
- Palhaço!
Logo depois o ônibus deu uma brecada desequilibrando as pessoas que tentavam se segurar umas nas outras, com isto o mesmo rapaz falou zombando da gorda que estava mal morada:
- Calma motorista, calma motorista, quase me esmagaram aqui.
A gorda ficou mais nervosa do que estava, mas de sua boca não saiu nenhuma palavra, continuou andando em direção a porta do ônibus e puxou a sirene sempre olhando para o fundo, mas nem desconfiando quem seria.
O ônibus parou e ela desceu, mas tendo que escutar mais uma coisa.
- Vai para onde ____________?
(seu nome gordinha)

1 comentários:

joane nery 28 de julho de 2009 às 10:58  

qualquer comparaçao e mera coincidencia....
essa cronica nao me faz lembrar ninguem que conheço ou conheci!!

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